Ta aí um longo assunto pra escrever: vontades.
Já parou pra pensar em quantas vontades a gente tem? Nossa, milhares e milhares.
Não é raro, a gente tá lá, viajando em uma aula ou no trabalho, e de repente vem aquela pulguinha cutucar: “Meu, que vontade de comer um picolé!” (aproveitando pra relembrar o artigo “o homem e o picolé”). Aí, passa aquele comercial de tv que te mostra uma pizza bem suculenta. Impossível não ficar com água na boca. Principalmente se o coitado que tá vendo já estiver com fome. Aí é uma tentação completa. Ou então, quando a preguiça bate mais forte e dá aquela vontade de, em um estalar de dedos, chegar instantâneamente em casa. Falando em instantâneo, depois do almoço, quando a pia tá cheia e a gente lembra que a louça não é magicamente lavada em um segundo…putz, que vontade de ser a Samantha de “A feitiçeira”, mexer o nariz e pronto, tudo em ordem. Que beleza seria.
Grávidas é que possuem muitas vontades, embora sempre que eu pergunte pra minha mãe quais desejos que ela teve durante a gravidez, ela sempre me responda: nenhum, só de devorar um pote de sorvete em pleno inverno de Porto Alegre. É, bem, cada um com suas loucuras. Dizem que mulher na tpm tem sintomas um pouco parecidos com os das mulheres grávidas. Fato! O mais engraçado, é que são vontades absurdas. “Que vontade de comer um pão” ou “Nossa, eu PRECISO daquela blusa que eu vi ontem”. Coisa de mulher. Homens, não contrariem!
Mas, tem uma coisa melhor que sentir vontade. Satisfazer a vontade. Nossa, é muito bom. Banho quando tá com vontade, comer quando tá com vontade, morder quando tá com vontade, comer brigadeiro quando tá com vontade, correr, gritar, cantar, dormir, beijar, amar, chorar, rir, e milhões de outras coisas. Quando a gente tá com vontade tudo é mais gostoso, não é? Parece óbvio, mas quanta gente sequer repara nisso. Quanta gente liga o piloto automático e nem pára pra pensar no quanto as coisas são melhores, o quanto a gente aproveita mais, o quanto tudo fica mais intenso (por favor, levem isso pro lado bom, não ao ponto de jogar uma criança pela janela). E isso é maravilhoso. Isso, em pequenos momentos, mostra a simplicidade das coisas boas da vida.
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